O congresso, que seria festivo, no Clube Internacional do Recife, reunindo prefeitos, vereadores e candidatos do Estado inteiro, de repente foi esvaziado.
Atribui-se o esvaziamento ao fato de o partido ter tomado a decisão de afastar Milton Coelho da presidência, substituindo-o pelo secretário de Articulação, Sileno Guedes.
Em vez, portanto, de um congresso vibrante, festivo, participativo, o que se viu foi uma convenção cartorial e muito pouco prestigiada.
Passaram rapidamente pela acanhada sede do partido (no bairro da Encruzilhada) apenas dois deputados federais (Fernando Filho e Severino Ninho) e cinco estaduais: Ângelo Ferreira, Aloísio Lessa, Laura Gomes, Raquel Lyra e Waldemar Borges.
De prefeitos, apenas dois estavam presentes na parte festiva do congresso (horário dos discursos): Yves Ribeiro (Paulista) e Ettore Labanca (São Lourenço).
Tiveram direito a discurso apenas o secretário-geral Adilson Gomes e o presidente eleito Sileno Guedes. Adilson, na verdade, discursou duas vezes. Antes de Sileno, para prestar contas dos atos praticados pela executiva de que faz parte. Depois de Sileno, para tecer elogios a Milton Coelho, o presidente defenestrado.
Disse ele: “Na minha vida, nunca revelei egoísmo. Falei só em nome pessoal e como secretário geral do partido. Mas faltou dizer que esse trabalho (de fortalecimento do partido) só foi possível graças ao empenho do presidente Milton Coelho. Eu não seria Adilson Gomes se não fizesse esse registro”.
Milton e Adilson, egressos do chamado “arraesismo”, não ficaram satisfeitos com a ascensão à presidência do “eduardista” Sileno Guedes.
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