Informa o prefeito de São Lourenço, Ettore Labanca, porta-voz oficioso do Palácio do Campo das Princesas, que é desejo do governador Eduardo Campos manter o equilíbrio de forças na Frente Popular com vistas às eleições do próximo ano. Por essa lógica, o Recife permanecerá sendo território do PT. Daí o governador ter dito a João Paulo que não teria como apoiá-lo em outro partido. Tem o PT como aliado estratégico e nada fará que estiver ao seu alcance para romper esta aliança.
Essa lógica se aplica também a Caruaru, que é território do PDT; a Olinda, que é território do PCdoB; ao Cabo de Santo Agostinho, que é território do PTB; a Serra Talhada, que é território do PR, etc. Nessas cidades, os candidatos da Frente Popular serão os que tiverem o apoio de José Queiroz/João Lyra, Renildo Calheiros/Luciana Santos, Lula/Everaldo Cabral e Inocêncio/Sebastião Oliveira, respectivamente. É a forma de manter o equilíbrio, de modo a que todos ganhem e ninguém perca.
Nas outras cidades de Pernambuco, o embate político vai estar liberado dentro da própria base governista. Caso de Santa Cruz do Capibaribe onde vão disputar Dr. Nanau (PTB) e o deputado agora governista Édson Vieira (PSDB); de Gravatá, aonde vão se enfrentar o prefeito Ozano Brito (PSD), o ex-prefeito Joaquim Neto (PSDB) e o suplente de deputado Bruno Martiniano (PTB), etc. Haverá disputa pelo poder local mas, depois das eleições, todos continuarão aliados do governo estadual.
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