Por Manoel Guimarães
Da Folha de Pernambuco
Da Folha de Pernambuco
De volta ao Recife após viagem de uma semana em Londres, na Inglaterra, o prefeito João da Costa (PT), impedido por seu partido de disputar a reeleição, não parece disposto a apoiar a candidatura do senador Humberto Costa (PT) à sua sucessão. Em conversa ontem, com aFolha de Pernambuco, o gestor revelou que não sente por parte dos correligionários um interesse verdadeiro em sua integração na campanha petista. E ainda externou muita mágoa com relação às críticas que tem recebido de seu ex-padrinho e atual desafeto, o deputado federal João Paulo (PT), que é o vice na chapa de Humberto.
“As dificuldades se realimentam. Depois que cheguei de viagem, vi nos jornais o deputado federal João Paulo fazendo uma série de críticas à minha descontinuidade da gestão. Mas ele não fala do parque Dona Lindu, no viaduto Capitão Temudo, nem em tudo o que foi continuado, inclusive a bagaceira que ele deixou no Centro do Recife, na avenida Conde da Boa Vista e tudo que aconteceu lá. Isso só coloca dificuldades. O candidato tem que saber se ele e o vice querem mesmo que eu participe da campanha. Pelo que tenho visto, não querem. Então, não vou participar de algo em que minha participação não seja desejada”, disparou João da Costa.
Entretanto, o prefeito reforçou que sua posição poderia mudar, desde que as circunstâncias políticas também mudem. Ele também disse que não ficou chateado com a presença de seus aliados na inauguração do comitê de Humberto, no domingo. “Minha posição continua a mesma. Voltei de viagem, conversarei novamente com todo o nosso pessoal, vou me informar das coisas que têm acontecido. Não estou com pressa para tomar essa decisão. Cada um toma a decisão que melhor lhe convém. Não fico chateado com isso. As pessoas são aliadas, e cada uma tem suas circunstâncias políticas. Pode ser que as circunstâncias políticas mudem”, ponderou.
Apesar da situação, Costa reforçou que não sairá do PT, partido que ajudou a fundar há 32 anos, e nem deve subir no palanque do candidato do PSB, Geraldo Julio. “Se fosse para apoiar um candidato de fora do partido, eu teria saído do PT”.
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