PSB quer unir o Recife contra Humberto Costa

Desde que venceu a eleição para o governo estadual, em 2006, Eduardo Campos já fez as pazes com quase todos os adversários políticos. Ainda no primeiro turno, ele conseguiu levar para o seu palanque o deputado Inocêncio Oliveira (PR) e o ex-deputado Severino Cavalcanti (PP), aliados históricos do PFL, que mais adiante virou Democratas. E no segundo compôs-se com o PT, o PTB e o PCdoB, que haviam apoiado a candidatura de Humberto Costa ao Palácio do Campo das Princesas.

Na campanha à reeleição, em 2010, agregou às forças que já o apoiavam mais um partido de oposição: PSC. Que é presidido em Pernambuco pelo deputado federal Cadoca, ex-liderado político do senador Jarbas Vasconcelos. Depois da vitória, passou a ter o apoio de mais dois: PV e PSD. O PV fora seu adversário naquelas eleições com a candidatura de Sérgio Xavier e o PSD foi estrategicamente entregue ao ex-deputado André de Paula (ex-DEM) para jogar em tabelinha com o PSB.

No entanto, para unir Pernambuco em torno do seu projeto, ainda precisa compor-se com mais três: PMDB, PSDB e DEM. O PMDB já foi resolvido com a reconciliação, impossível para muitos, com o senador Jarbas Vasconcelos. E o PSDB e o Democratas deverão se juntar ao PSB se Geraldo Júlio for ao 2º turno, no Recife, com o petista Humberto Costa. Nessa hipótese, o governador terá unificado, na capital, contra o PT, todas as outras forças políticas do Estado, ensaiando o “projeto 2018”. 
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Autor Fabio

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