Novo júri do caso Jennifer Kloker será em dezembro



Delma Freire (C) é apontada como a mentora do assassinato da alemã (Foto: Diego Nigro/Arquivo Folha)
O júri popular envolvendo os cinco acusados pelo homicídio da alemã Jennifer Kloker, ocorrido em 2010, será realizado entre os dias 10 e 13 de dezembro. Os réus Delma Freire de Medeiros, Pablo Richardson Tonelli, Ferdinando Tonelli, Alexsandro Neves dos Santos e Dinarte Dantas de Medeiros serão julgados no Fórum de São Lourenço da Mata, a partir das 8h. A juíza da 1ª Vara Cível da comarca, Marinês Marques Viana, irá presidir a sessão. A magistrada acumula a Vara Criminal do município.
O tribunal do júri sobre o assassinato da alemã foi adiado por duas ocasiões. A primeira sessão, agendada para o dia 24 de maio de 2011, foi transferida devido ao deferimento do exame de sanidade mental da acusada Delma Freire. A perícia não foi realizada no tempo previsto e o julgamento não pôde ser realizado no dia 27 de julho, quando foi novamente adiado, sem data prevista. O laudo foi homologado no início deste mês.
A ré foi considerada imputável – quando o indivíduo, sem limitações de entendimento e/ou mental, possui a capacidade de entender o fato como ílicito e agir de acordo com este entendimento, podendo receber acusação por meio de queixa, crime ou denúncia do órgão público pela prática de um delito.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) convocou como testemunhas de acusação os delegados responsáveis pelo inquérito policial, Alfredo Jorge e Gleide Ângelo, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). A defesa dos acusados não arrolou testemunhas.
A alemã Jennifer Kloker foi assassinada por volta das 22h15 do dia 16 de fevereiro de 2010, na altura do km 97 da BR-408, no município de São Lourenço da Mata. Os acusados serão julgados por formação de quadrilha e homicídio duplamente qualificado (por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima). Circunstâncias agravantes serão levados em consideração, devido ao grau de parentesco e convivência entre a alemã e três dos acusados (Delma, Ferdinando e Pablo). Delma Freire também será julgada por fraude processual, sob a acusação de tentar modificar os rumos da investigação ao indicar um falso autor do assassinato.
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Autor Fabio

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