As notícias do encontro entre o PSB e a Rede que acontece nesta quinta-feira em São Paulo versam muito menos sobre a plataforma digital – lançada para promover a interação do cidadão com o programa de governo socialista – e muito mais sobre as incongruências entre o partido de Eduardo Campos e o grupo político de Marina Silva.
Ainda nessa quarta, divulgou-se que os dois líderes lançariam uma síntese do programa em cujo conteúdo existem menos pontos de união e mais divergências entre os dois blocos. Foi escrito ainda que a cada semana as diferenças se avolumam com a convivência partidária.
Pois bem. O que já se lê nesta quinta é que diferenças entre candidaturas próprias e apoios a candidatos de outros partidos nos estados são um dos principais focos de discordância entre o PSB e a Rede Sustentabilidade.
“Deixamos claro, desde o início, que o debate regional vai depois do debate nacional. Não vamos atropelar direção regional nenhuma, mas está muito claro para nós que a prioridade é o projeto nacional. Então, a partir do projeto nacional nós vamos descer para fazer em cada Estado o posicionamento que mais ajude o projeto nacional”, disse Campos em entrevista coletiva no início da tarde desta quinta-feira.
O principal nó nas articulações estaduais entre os dois partidos é São Paulo, onde o PSB defende apoio à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que teria se disposto a dividir o palanque entre Campos e o pré-candidato tucano Aécio Neves.
A Rede, no entanto, trabalha por uma candidatura própria com o deputado federal Walter Feldman (PSB). Na entrevista coletiva desta quinta, Marina voltou a defender a candidatura ao lado do governador pernambucano, que permaneceu calado sobre o assunto.
O secretário nacional do PSB, Carlos Siqueira, disse que o partido e a Rede só vão se debruçar sobre o mapa das alianças regionais depois do carnaval.
Conforme Siqueira, ele e o coordenador da Rede, Pedro Ivo Barbosa, só tiveram uma reunião até agora para discutir o mapa dos Estados.
“Não vamos trabalhar isso agora, neste ano. Só vamos nos debruçar sobre o assunto depois do carnaval. Tivemos uma primeira conversa e não encontramos grandes problemas.”
Nas negociações que levaram a adesão da Rede ao PSB, uma das condições colocadas foi de que o grupo de Marina teria autonomia para não seguir o PSB nos Estados onde não há acordo.
Nessas localidades, os dois partidos podem seguir divididos para a negociação de 2014. “Isso faz parte de um acordo, mas eu não trabalho com esse cenário”, disse Siqueira.
De acordo com o presidente estadual do PSB-SP, Márcio França, um dos coordenadores da pré-campanha de Campos, o partido tem pré-acordos para apoiar candidatos do PSDB em pelo menos 11 Estados. Na maioria deles, a Rede defende candidatura própria.
Informações do iG.
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