Se já não bastasse Marina Silva bater o pé e afirmar que o PSB não deve apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin em São Paulo, o deputado federal Walter Feldman (PSB) engrossa o coro.
O deputado é o mais interessado nesta história. Ele é o nome defendido por Marina para figurar na cabeça da chapa socialista naquele estado.
O curioso é que a ex-senadora e o seus seguidores (da Rede Sustentabilidade) chegaram ao PSB sabendo que o partido mantém há anos alianças com o PSDB. Inclusive em terras paulistas.
Quer dizer, chegaram depois, pegaram o bonde andando e querem sentar na cabine do maquinista.
O Estadão informa que que nesta sexta-feira, Feldman disse que uma eventual aliança do PSB com o PSDB em São Paulo seria uma “poligamia explícita”.
Partido do governador pernambucano Eduardo Campos, que deve disputar o Palácio do Planalto em 2014, o PSB, que acolheu a Rede, tinha um acordo praticamente fechado com os tucanos para apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin no Estado.
Mas com a entrada de Marina na agremiação, a aliança passou a ser bombardeada pelos marineiros, que defendem uma candidatura própria.
“Apoiar o Geraldo seria uma poligamia explícita, já que o PSDB terá um candidato presidencial (Aécio Neves) e o PSB outro. Nós entraríamos na campanha com duas posições acumuladas”, disse Feldman.
Dirigentes do PSB da Rede estão enfrentando em São Paulo o maior foco de tensão entre os dois grupos.
Os tucanos paulistas esperavam que o anúncio do apoio dos “socialistas” fosse anunciado na próxima segunda-feira, 2, na capital paulista durante uma visita que Campos fará ao governador Alckmin.
Principal defensor dessa tese, o deputado Márcio França, presidente do diretório paulista do PSB, seria anunciado como candidato a vice na chapa do PSDB. Mas por pressão de Marina, a decisão foi adiada para depois do carnaval. “A perspectiva de candidaturas própria é muito promissora”, completa Feldman.
O secretário geral do PSB paulista, Wilson Pedro da Silva, rebate afirmando que o caminho do partido está “90% fechado com o Alckmin”.
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