A aproximação de passagem de bastão do governador-presidenciável Eduardo Campos (PSB) para o vice, João Lyra (PSB), somada à atenção especial que o governo federal promete destinar a gestores municipais fundamenta a tese de que uma nova realidade pode estar em gestação em Pernambuco.
Prefeitos que compõem aquela que é uma das maiores bases governistas do país estariam se abrindo a novas possibilidades.
Ou seja, a fidelidade mantida ao governo de Eduardo pode já não estar tão sólida assim. E o novo quadro anima quem já anda atrás de votos.
Defensores da candidatura “oposicionista” de Armando Monteiro (PTB) ao governo não escondem o entusiasmo.
Arriscam-se a afirmar que os prefeitos começam a se sentir desobrigados após sete anos de apoio.
E, nesse vácuo que se abre diante do fim da gestão, o senador, único nome assumidamente colocado para a disputa do Executivo, estaria saindo na frente.
Paralelamente, o petebista ainda estaria capitalizando ainda o fato de já ter declarado apoio à reeleição da presidente Dilma (PT).
Aliás, Armando e seus aliados (e recém-unificados) petistas marcarão presença no encontro que o governo federal promove na próxima segunda-feira em Gravatá para cortejar e agradar prefeitos pernambucanos.
Com e sem tinta - A presidente Dilma não virá a Pernambuco no dia 2, mas enviará quatro ministros que devem anunciar um pacote de muitas bondades para as prefeituras.
É assim, entre a caneta estadual que se apaga e a federal com carga de tinta reforçada, que os gestores municipais encerram 2013.
É assim, com governos e pré-campanhas se confundindo e se alimentando de assédios, apoios e votos, que 2014 chegará.
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