Artigo especial

Eduardo tem legitimidade
* Henrique Barbosa
Pernambuco já teve quase o dobro do seu território atual. Desentendimentos, brigas, desavenças e muita guerra. Revolução, muita rebeldia, muita coragem e muito civismo marcam a história do nosso Estado. A coroa Portuguesa nunca soube conviver com a soberania pernambucana.
É, a história passa, os fatos voltam. Estamos em 2013. E, mais uma vez estamos sendo tentados a resistir. Hoje não é o poder da Coroa, mas de um " Rei" que insiste em ignorar o presidencialismo, a democracia e a opinião contrária no seu campo de forças. Onze anos de poder, ainda, não são suficientes.
Quer Dilma novamente presidente. Outra hora fala em voltar, ser novamente candidato. O desejo de Lula pode até ser legítimo. Mas, não pode ser único. Não tem o poder de ditar regras e de impor sua vontade de forma absoluta. Isso tem outro nome. Não é democrático. Quem não gostaria de governar o Brasil?
Eduardo Campos ainda é pré-candidato e está comendo o pão que o diabo amassou. Pernambuco está sob a ameaça de ser invadido pelo Poder Central. Lula  quer morar aqui em 2014.Tudo pela manutenção do Status Quo.
Oi, Pernambuco nunca teve dono. Vai ser agora? Que cabresto arretado! Homem da política, nasceu em berço político observado por seu avô, Miguel Arraes de Alencar, governador de Pernambuco por três mandatos. Não chegou a ser presidente, mas deixou a semente. O DNA está no seu neto.
Se o governador vai conseguir o seu intento, é outra história. Pré-requisitos tem. Foi deputado, ministro, governador em 2006. Reeleito em 2010. Juntou adversários, uniu Pernambuco na política.
É do ramo! Ainda pré-candidato trouxe para o seu partido, o PSB, nada menos que Marina Silva, dona de um potencial eleitoral extraordinário. Depois o PPS com Roberto Freire e José Serra escondido. 
Até Aécio Neves, também, pré-candidato pelo adversário nacional, o PSDB, disse recentemente que se não for para o segundo turno das eleições presidenciais em 2014, o apoiará.
Não peço voto, não sou eduardista ( imagina se eu fosse? ) e, não gosto da indústria da reeleição. Defendo mandato único de cinco anos sem a reeleição. Ponto! Presidente depois de cinco anos tem que se desapegar de poder, dar a chance a outro e passar a faixa presidencial para o sucessor eleito soberanamente pela maioria dos votos dos brasileiros.
E assim a fila anda: a cada cinco anos, novo(a) presidente.  Agora querer classificar um ex-aliado como inimigo número um só porque deseja exportar um modelo político administrativo que está dando certo aqui em Pernambuco para as demais regiões do Brasil, virou pecador mortal. Não presta mais para a antiga aliança.
O Estado nunca teve cabresto. Lula sabe disso. Não fez política aqui, mas conhece Pernambuco como ninguém. Como é que agora quer sufocar um conterrâneo seu.
A luta será no campo das ideias. Não da pancada. Um bom professor não pode ignorar ou tentar barrar os passos do seus alunos. Então porque ensinou? Como dizia o rei do Baião, “vamos respeitar Januário”. Luiz Gonzaga teve seu pai Januário como mestre, Eduardo Campos teve o seu avô Arraes. Isso é história!
Se Eduardo Campos só foi um bom governador porquê veio muito dinheiro federal para alavancar o Estado como dizem os adversários. Ótimo! Mas, de que é que adianta derramar aqui caminhões e mais caminhões de dinheiro se não houver planejamento e gestor para comandar as obras?
Se a verba não for usada volta aos cofres E, se Eduardo Campos recebeu dinheiro federal para fazer andar as parcerias é porque teve planejamento, gestão. O povo agradece. Pior é o gestor que tem dinheiro em caixa e dá as costas para a população. 
É inegável que Pernambuco cresceu. O Produto Interno Bruto (PIB) acumulado de 2012 aumentou em 2,2%, incremento maior que os 0,9% brasileiros. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística ( IBGE).
No primeiro semestre de 2013, outro crescimento maior que o do Brasil com a taxa de 2,7% contra 1,9% do País, segundo pesquisa da agência Condepe/Fidem.
Um Pernambucano que gosta do seu estado, da sua gente, é trabalhador, delega e cobra resultados. Tem equipe, ideias, coragem. Defende um Pacto Federativo que trará benefícios para o Nordeste, tão pobre e penalizado pela falta de verbas e pelo desprezo da República.
De acordo com o site E Agora, hoje, 60% das verbas vão para o Governo Federal e só 40% para Estados e Prefeituras, para que haja uma governabilidade ideal é preciso  que isto seja invertido, ou seja, 40% para o Governo Federal e 60% para as Prefeituras.
Como pré-candidato, quer conquistar o Brasil começando pelo Nordeste. Tem na ponta da língua propostas para a Região o quê acredita poderá mudar os rumos da região e do País.
"Vamos melhorar o Bolsa Família e o crédito para os agricultores para fazer o país e o Nordeste crescer, porque nossa região acumulou pobreza. De cada R$ 100 produzidos no Brasil, só R$ 3,5 é produzido aqui. Nossa visão é oferecer uma proposta nordestina para o futuro do Brasil.
Em Pernambuco, fiz um programa de escola integral, e outro que promove intercâmbio de estudantes da rede pública com países do exterior. Precisamos ajudar o Nordeste a se industrializar mais e crescer economicamente".
Na última pesquisa do Ibope/CNI, divulgada na mídia na última sexta-feira, 13,  a gestão do governador Eduardo Campos pontua em segundo lugar na opinião pública dos brasileiro.  É um dos três governadores que obteve um índice acima de 50%. Está ao lado do governador do Amazonas, Omar Aziz (1º) e do governador do Acre, Tião Viana, em terceiro lugar.
As condições estão colocadas. Precisamos é respeitar a democracia e deixar que o voto decida. O calendário eleitoral está definido. Até o dia 30 de junho de 2014 conheceremos oficialmente o nome dos candidatos a presidente e vice-presidente da República. Por enquanto, temos só pré-candidaturas.
Vamos ao debate!
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Autor Fabio

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