Os prefeitos foram contidos por seguranças, mas acabaram invadindo o Salão Verde da Casa. Os governantes entoavam gritos de ordem, como 'Prefeitos unidos jamais serão vencidos', e o Hino Nacional.
Eles alegam ter poucos recursos em caixa para fechar as contas no fim do ano. O objetivo é conseguir um aumento de 2 pontos percentuais na parcela de tributos que compõem o FPM.
Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), afirmou que a manifestação 'é um retrato da crise profunda que se abate sobre as prefeituras do Brasil'. 'Esgotou-se o período em que a União empurrava gastos goela abaixo das prefeituras. Os prefeitos estão percebendo que não têm como assumir estes compromissos. Além disso, Câmara e Senado têm que parar de votar direitos do cidadão sem indicar onde está o dinheiro para pagar', disse.
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Para ele, a revolta terá impacto nas próximas eleições. 'Já tem mais de 2 mil prefeituras gastando mais de 60% com a folha de pagamento e vão ter suas contas rejeitadas. A crise se aprofunda nessa direção e vai crescer muito no ano que vem e seguramente vai interferir no processo eleitoral'.
O presidente da CNM afirmou que a manifestação de hoje está longe de ser a primeira e que, inclusive, os prefeitos tentarão o apoio da população. 'Este é o primeiro momento, no ano que vem faremos outras grandes mobilizações populares para mostrar esta realidade que o Brasil vive lá na ponta, onde o cidadão vive e demanda serviços públicos e as prefeituras não têm como pagar'.
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