PPS dá início a congresso dividido sobre 2014

O PPS deu início nesta sexta-feira (6) ao congresso nacional do partido dividido quanto à postura da legenda nas eleições do próximo ano. Apesar de a tendência majoritária, liderada pelo presidente nacional da sigla, Roberto Freire (SP), ser de apoio à candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), há quem defenda candidato próprio ou aliança com o senador Aécio Neves (MG), pré-candidato do PSDB ao Planalto. As informações são da Folha de S. Paulo.
Quatro diretórios estaduais defendem o apoio a Campos: Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Santa Catarina e São Paulo. Os 80 delegados do PPS paulista têm historicamente peso nas decisões em caráter nacional.
De acordo com Freire, “ganha corpo no partido a formulação de um indicativo de apoio à candidatura de Campos”.
No congresso será elaborado um documento em que o partido deve sinalizar sua decisão para 2014. O encontro ocorre em São Paulo e segue até este domingo.
Os diretórios do Rio de Janeiro e Minas Gerais, que juntos somam 68 delegados, querem o partido ao lado de Aécio Neves. Nesta sexta, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o presidente do PSDB-SP, Duarte Nogueira, compareceram ao congresso em aceno ao possível aliado.
Apesar da disputa, o apoio do PPS é mais simbólico do que prático, visto que a legenda tem apenas sete deputados federais e 16 segundos de horário eleitoral. No entanto, para o PSDB, a aliança evitaria a imagem de isolamento de Aécio, que tem apenas o apoio do DEM.
Já os diretórias do Ceará e Paraná do PPS defendem candidato próprio. Eles apostam no nome da ex-vereadora de São Paulo Soninha Francine.
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Autor Fabio

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